Entender como o cérebro funciona depende, entre muitas coisas, de ter mapas detalhados que mostrem sua estrutura de forma clara e comparável entre diferentes estudos. No caso dos ratos, que são amplamente utilizados como modelos em pesquisas biomédicas e neurocientíficas, seria natural imaginar que já existisse um atlas tridimensional completo e preciso do cérebro — mas até recentemente isso não era verdade. Muitos dos atlas clássicos eram baseados em cortes bidimensionais, sofriam distorções ao remover o cérebro do crânio ou não tinham resolução suficiente para observar detalhes microscópicos relevantes. Foi exatamente essa lacuna que motivou a criação do Duke Mouse Brain Atlas (DMBA) , apresentado no artigo de Mansour e colaboradores Seu navegador não suporta a tag de vídeo HTML5. O DMBA representa um avanço significativo porque combina duas tecnologias poderosas: a ressonância magnética de alta resolução aplicada em cérebros fixados ainda dentro do crânio, evitando disto...